Fitofotodermatoses: as manchas de pele causadas pelas frutas cítricas

23 de maio de 2017. Categoria(s): Pele

Fitofotodermatoses são dermatoses causadas pelo contato com frutas cítricas ou extratos das plantas e posterior exposição ao sol. “O contato não necessariamente se dá com a planta em si, mas muitas vezes um espinho, uma seiva e das substâncias presentes nas cascas do limão, da tangerina, da laranja, do figo”, explica a dermatologista Dra. Claudia Marçal. “Também podem ocorrer por uso de perfumes, cremes e cosméticos que contenham substâncias derivadas das plantas, mas não necessariamente ele tem o extrato da planta: às vezes o produto tem um conservante à base de aldeído, algum estabilizante ou o próprio álcool, que também são causadores da fitofotodermatose”, destaca.

A fitofotodermatose ocorre nas áreas de contato com essas substâncias e que recebem a irradiação do sol. “Geralmente elas surgem nas 24 horas seguintes, promovendo um processo inflamatório. Caracterizam-se por eritema como uma queimadura, eventualmente, com formação de vesículas e bolhas, dependendo da intensidade da reação.” A pigmentação pode durar várias semanas. As manchas de pele são acastanhadas e a aplicação do limão, por exemplo, sobre a pele pode produzir queimaduras de até 3º grau. Há casos em que mesmo lavando-se as mãos as manchas aparecem.

Segundo a dermatologista, dependendo de como isso for tratado, há a possibilidade de ter uma infecção secundária por bactérias da própria flora da pele; por isso é importante buscar ajuda imediata. “Se o dermatologista não estiver disponível em um primeiro momento, é preciso encontrar ajuda em um centro de referência, em um pronto-socorro ou hospital, e depois buscar um tratamento eficaz para a sequela da fitofotodermatose”.

O que fazer em caso de fifofotodermatose?

“Em um primeiro momento, quando ocorre o processo, nós pedimos para lavar muito bem com água e sabão de pH neutro. Usar água termal ajuda bastante, assim como cremes à base de pró-vitamina B5 ou ácido pantotênico. É preciso fazer a oclusão em relação a utilizar roupas, principalmente de material 100% natural como o algodão, que protejam a região da exposição ao sol. Quando o dermatologista faz a análise, se necessário, ele vai indicar o uso de anti-inflamatório por via oral com analgésicos e até antibióticos”, acrescenta.

O desaparecimento das manchas ocorre de forma espontânea e gradativa, devendo-se proteger a pele da exposição ao sol com filtros solares potentes e que contenham bloqueio físico, como óxido de zinco e dióxido de titânio. Alguns ativos despigmentantes podem ser utilizados para acelerar o processo. As reações mais intensas podem exigir o uso de medicamentos para seu controle, que devem ser indicados por um dermatologista.