Varizes são veias superficiais das pernas dilatadas e tortuosas, que perderam a função das válvulas e deixam o sangue refluir. Genética, idade e sexo feminino são os principais fatores de risco, e o sedentarismo é o grande vilão do dia a dia. O tratamento vai das meias de compressão à escleroterapia, a laser e à ablação por radiofrequência, e deve ser conduzido por um angiologista ou cirurgião vascular.
Poucos temas rendem tanta lenda quanto as varizes. Salto alto, depilação com cera quente, musculação, subir escada. Quase tudo já foi acusado de causar aquelas veias saltadas nas pernas. E enquanto os mitos circulam, os fatores que realmente pesam ficam de fora da conversa. Vamos separar uma coisa da outra.
Varizes são veias superficiais das pernas anormalmente dilatadas, em que as válvulas falham e o sangue reflui, alargando ainda mais o vaso.
Dentro das veias existem válvulas que funcionam como portinhas de mão única: deixam o sangue subir em direção ao coração e impedem que ele volte. Quando a parede da veia enfraquece, ela se estica, fica mais longa e mais larga. As portinhas então se afastam e param de fechar direito.
O sangue passa a refluir por gravidade, enche a veia e a dilata mais ainda. Como ela precisa caber no mesmo espaço, acaba ficando sinuosa, e é isso que faz a veia aparecer sob a pele com aquele aspecto de serpente. Essa fraqueza da parede tem forte componente hereditário.
As varizes podem doer, arder, coçar, dar sensação de peso nas pernas e nos tornozelos e incomodar esteticamente. Numa parcela dos casos, levam a complicações como flebite, dermatite, sangramento e, nos quadros mais graves, úlcera varicosa.
Varizes são veias dilatadas na camada subcutânea; vasinhos, ou teleangiectasias, são capilares dilatados dentro da própria pele.
Muita gente usa os dois nomes como sinônimo, mas eles não são a mesma coisa. A diferença está na profundidade e no calibre do vaso:
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Critério |
Varizes |
Vasinhos (telangiectasias) |
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O que são |
Veias superficiais dilatadas e tortuosas |
Capilares dilatados, bem finos |
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Onde ficam |
Na camada subcutânea, abaixo da pele |
Dentro da própria camada da pele |
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Aparência |
Salientes, com aspecto de serpente |
Fininhos, em rede, avermelhados ou arroxeados |
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Sintomas |
Dor, peso, coceira e cansaço nas pernas |
Em geral não causam sintomas |
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Tratamento usual |
Escleroterapia, laser ou ablação, às vezes cirurgia |
Escleroterapia e laser transdérmico |
É comum que a mesma pessoa tenha os dois. E aqui vai um alerta importante: vasinhos e varizes podem ser o sinal visível de um problema maior no sistema venoso, e por isso pedem avaliação médica antes de qualquer tratamento estético.
Salto alto, depilação com cera, musculação e subir escadas não causam varizes. E varizes não são apenas um problema estético.
Não existe consenso na literatura científica de que o uso de salto alto causa varizes. Alguns trabalhos sugerem prejuízo no retorno venoso, e o uso contínuo traz problemas ortopédicos, como alteração de postura e encurtamento do tendão de Aquiles. Para quem usa muito, a recomendação é alternar a altura, preferir saltos mais grossos e de 3 a 4 cm no dia a dia, e manter atividade física e alongamento.
Não. A depilação não causa varizes nem vasinhos. Acreditava-se que o calor excessivo da cera provocaria uma vasodilatação capaz de desencadear o problema, mas isso nunca foi confirmado por estudos. Lembre que varizes ficam na camada subcutânea, e vasinhos dentro da pele, profundidades que a cera não alcança.
Ao contrário. A musculação é uma aliada, porque aciona a bomba muscular da panturrilha e ajuda o retorno venoso. No halterofilismo pesado há aumento do calibre das veias e redução da gordura, o que deixa os vasos bem aparentes, mas essas veias são normais, e não varicosas.
Não. É um excelente exercício para o retorno venoso. Aulas de step são ótimas para a musculatura da perna, e exercícios de impacto, como pular corda, também não piora as varizes.
Esse é talvez o mito mais perigoso. Varizes são uma doença venosa e podem evoluir com complicações. Além do incômodo estético, causam dor, peso e coceira, e podem levar a flebite, escurecimento da pele, eczema, sangramentos espontâneos e úlcera varicosa, uma ferida de difícil cicatrização.
Genética, idade e sexo feminino são os principais fatores de risco. Sedentarismo, gravidez, anticoncepcional, obesidade e longos períodos em pé ou sentado agravam o quadro.
Os três fatores de risco mais fortes são genética, idade e gênero. As mulheres são mais propensas por influência hormonal, já que têm as veias mais flácidas. A partir daí, alguns fatores agravam:
Na gravidez, a orientação costuma ser usar meias de compressão a partir do segundo mês, colocando pela manhã e retirando só na hora de dormir. As varizes que surgem nesse período melhoram bastante de duas a três semanas após o parto, e por isso não devem ser tratadas durante a gestação.
Cremes não eliminam varizes. Meias de compressão aliviam sintomas e previnem complicações. Aplicações e tecnologias, como escleroterapia, laser e ablação, tratam a veia doente.
Cada abordagem ocupa um lugar diferente no tratamento, e confundir isso é o que faz muita gente perder tempo. Compare:
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Critério |
Cremes |
Meias de compressão |
Aplicações e tecnologias |
|---|---|---|---|
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Como agem |
Ação superficial, sensação de alívio |
Comprime a veia e ajudam o retorno venoso |
Fecham ou destroem a veia doente |
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Eliminam a veia doente |
Não |
Não |
Sim |
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Aliviam sintomas |
Alívio momentâneo |
Sim, e previnem complicações |
Sim |
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Quem indica |
Uso livre |
Médico define a compressão |
Angiologista ou cirurgião vascular |
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Papel no tratamento |
Complementar |
Base do manejo clínico |
Tratamento definitivo da veia |
As meias elásticas comprimem as veias, evitam o estiramento e ajudam a prevenir feridas. Já a escleroterapia, popularmente chamada de aplicação, injeta uma substância que irrita a parede do vaso e a sela. Parece simples, mas é um procedimento invasivo e delicado, que pode causar manchas escuras, flebite superficial e até trombose venosa profunda quando feito sem avaliação adequada.
Sim, é possível tratar varizes sem cirurgia, com escleroterapia, laser transdérmico, laser endovenoso e ablação por radiofrequência. O tratamento mais eficaz depende do mapeamento venoso feito por ultrassom Doppler.
Não existe um tratamento mais eficaz universal. Existe o tratamento mais eficaz para o seu caso, e quem define isso é o médico vascular, depois do ultrassom Doppler venoso, que mapeia quantas veias estão comprometidas, a profundidade delas e se existe refluxo. Em linhas gerais:
E quanto à pergunta que todo mundo faz, como eliminar varizes nas pernas rapidamente, a resposta honesta é que não existe atalho. Os procedimentos modernos são minimamente invasivos, feitos em consultório, com anestesia local e retorno rápido à rotina, mas exigem avaliação, planejamento e às vezes mais de uma sessão. Além disso, a doença varicosa não tem cura definitiva: o tratamento alivia sintomas, melhora a aparência e previne complicações, mas novas varizes podem se formar com o tempo.
Não existe prevenção absoluta das varizes, mas hábitos como exercício regular, controle do peso e elevação das pernas ajudam a retardar o aparecimento.
Vale reforçar: a prevenção absoluta não existe, sobretudo porque o fator genético é determinante. O que essas medidas fazem é retardar o aparecimento e melhorar a circulação.
O que são varizes? São veias superficiais das pernas dilatadas e tortuosas, em que as válvulas falham e o sangue reflui.
Qual a diferença entre varizes e vasinhos? Varizes são veias dilatadas na camada subcutânea. Vasinhos são capilares dilatados dentro da própria pele.
O que agrava as varizes? Sedentarismo, gravidez, anticoncepcional hormonal, obesidade e ficar muito tempo em pé ou sentada.
É possível eliminar varizes sem cirurgia? Sim, com escleroterapia, laser transdérmico, laser endovenoso ou ablação por radiofrequência.
Quem trata varizes? O angiologista e o cirurgião vascular são os médicos habilitados para diagnosticar e tratar.
Nenhum dos três. Não há consenso científico de que o salto alto cause varizes, embora ele possa prejudicar o retorno venoso e trazer problemas ortopédicos. A depilação com cera quente nunca teve relação comprovada com o problema. E a musculação, assim como qualquer exercício que ative a panturrilha, é aliada, porque melhora o retorno venoso. O verdadeiro vilão do dia a dia é o sedentarismo.
A doença varicosa não tem cura definitiva. Varizes individuais podem ser eliminadas por escleroterapia, laser, ablação ou cirurgia, mas a tendência de desenvolver novas veias varicosas permanece. Por isso o tratamento tem três objetivos: aliviar os sintomas, melhorar a aparência e prevenir complicações. O acompanhamento com o médico vascular ao longo do tempo é o que sustenta o resultado.
Depende do caso, e a definição passa pelo ultrassom Doppler venoso, que mapeia as veias comprometidas e identifica refluxo. Para vasinhos e microvarizes, a escleroterapia e o laser transdérmico costumam ser as escolhas. Para veias safenas doentes, o laser endovenoso e a ablação por radiofrequência substituem a cirurgia tradicional em muitos casos. Só o especialista consegue indicar a melhor técnica, que pode inclusive combinar métodos.
Não. Apesar da fama, a aplicação é um procedimento invasivo e delicado. Feita sem avaliação vascular adequada, pode causar manchas escuras na pele, flebite superficial e trombose venosa, com risco de embolia pulmonar. Por isso, a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular recomenda que vasinhos e varizes sejam tratados por angiologista ou cirurgião vascular, que avalia o histórico e solicita exames de imagem antes de indicar a técnica.
Durante a gravidez, as varizes que aparecem não devem ser tratadas, porque costumam melhorar bastante de duas a três semanas após o parto. O manejo nesse período é conservador, com meias de compressão a partir do segundo mês, colocadas pela manhã e retiradas na hora de dormir, além de elevação das pernas. Depois do parto, o médico reavalia e indica o tratamento adequado, se ainda for necessário.
Varizes não são um detalhe estético, são uma condição venosa que merece diagnóstico e acompanhamento. Antes de qualquer aplicação ou tecnologia, o caminho é a consulta com um angiologista ou cirurgião vascular, o profissional habilitado para avaliar o sistema circulatório e indicar, com segurança, a melhor técnica para cada caso.
A saúde e a estética das pernas, porém, vão além das veias. Flacidez, celulite e gordura localizada são queixas frequentes que acompanham esse cuidado, e para elas existem tecnologias específicas. A Skintec está há mais de 25 anos no mercado brasileiro levando equipamentos de alta tecnologia para procedimentos estéticos faciais e corporais aos principais profissionais do país. Conheça todos os equipamentos Skintec e converse com o seu médico sobre as tecnologias disponíveis.
Referências